quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Gargalos Produtivos

Pessoal,

Na próxima aula vou levar o artigo que fala sobre Gargalos Produtivos, mas já vou adiantando e quero a participação de todos com comentários...Dêem uma pesquisada e comentem...com originalidade...

O planejamento e as decisões na empresa com relação a sua capacidade produtiva são estratégicas e vitais, pois exercem uma forte influência sobre sua rentabilidade.
Uma empresa com excesso de capacidade produtiva tem uma demanda por seus produtos inferior a sua capacidade de produzi-los, ou seja, tem um investimento permanente (instalações, máquinas e equipamentos, etc.) super dimensionado. Por outro lado, para uma empresa com escassez de capacidade produtiva apresenta-se uma demanda potencial por seus produtos superior a sua capacidade de produzi-los. Neste caso, a empresa tem um investimento permanente sub dimensionado. Nas duas situações a rentabilidade das empresas não está sendo otimizada.
A este respeito, Paula Pessoa (2003) salienta que os problemas causados pelo excesso ou pela
escassez de capacidade produtiva existem em todas as empresas, particularmente quando se observa variação na demanda decorrente de ciclos econômicos, podem ser minimizados, mediante um melhor dimensionamento do investimento permanente em máquinas e equipamentos. Entretanto adverte que para proceder um adequado redimensionamento do investimento permanente em máquinas e equipamentos, é fundamental identificar o gargalo do processo produtivo.
Neste sentido, esse trabalho tem por objetivo identificar e analisar gargalos produtivos e seus
impactos sobre a rentabilidade das empresas. A relevância desse objetivo encontra-se no fato de que a identificação de gargalos produtivos em empresas com excesso ou escassez de capacidade produtiva é uma informação imprescindível para a tomada de decisão.

2. Identificação de gargalos
Gargalo é qualquer obstáculo no sistema produtivo que restringe e determina o seu desempenho e a sua capacidade de obter uma maior rentabilidade. Em um processo produtivo, o gargalo é a etapa com menor capacidade produtiva e que impede a empresa em atenderplenamente a demanda por seus produtos. Por outro lado, a existência de níveis excessivos de capacidade produtiva em algumas etapas não-gargalos em relação à etapa gargalo, resultamem investimentos ociosos, que influenciam negativamente o desempenho da empresa. Assim, aumentar a capacidade produtiva da etapa gargalo e/ou redimensionar os investimentos ociosos nas etapas não-gargalos, podem constituir decisões estratégicas capazes de promover um maior retorno sobre o investimento.
Em um processo produtivo que tem uma capacidade produtiva superior à demanda por seus
produtos não há gargalo. Há níveis excessivos de capacidade produtiva em todas as suas etapas. Neste caso, a redução dos investimentos ociosos em todas as etapas do processo produtivo pode promover uma maior rentabilidade para a empresa (PAULA PESSOA, 2003).

E aí? Vamos todos trazer exemplos...

18 comentários:

AmilaseSalivar disse...

Um exemplo prático que vejo no meu trabalho é agendar a descarga na momento de carregar os produtos.

A TERMASA - Terminal Marítimo Luiz Fogliatto junto com a CCGL (acho que é) Cooperativa de leite uniram-se para criar a TERGRASA - Terminal Graneleiro SA. A TERMASA, genericamente é um depósito onde grande parte dos produtos que entram e saem pelo porto são estocados, eles têm uma estrutura muito avançada de controle de entradas e saidas, e a TERGRASA é um complexo que agiliza o carregamento e o descarregamento de produtos não tão fáceis de se manipular.

Quem lembra, este ano teve uma safra recorde no cultivo da soja, o fluxo no transporte desses grãos foi gigantesco, tornando Rio Grande em um estacionamento aberto para caminhões. Em consequência disso, os motoristas tiveram custos elevadíssimos pelas diárias, multas, assaltos.. As empresas portuárias tiveram uma diminuição do lucro por serem "obrigadas" a trabalhar em horas extras, e as cooperativas que venderam os grãos tiveram prejuizos pela ociosidade no carregamento.
A solução encontrada foi a de agendar o horário de descargas no momento de carregar os produtos, sempre com um intervalo de tempo relativo ao da viajem mais o tempo médio de espera dos caminhões que já estão a espera para descarregar.
No momento em que a nota fiscal é impressa, o vendedor consulta uma página na internet própria para o agendamento, digitando somente a placa e o nome do motorista para poder entrar no pátio da TERMASA no horário estipulado.
Um processo simples, utilizando ferramentas que já estavam a disposição de todos, ou se não, a baixo custo de aquisição, que auxiliaram a todos, diminuindo o gargalo, as dispesas e também a insegurança dos funcionários em trabalhar em horas extras sem aviso prévio.

Rodrigo Azzolin Teixeira

MARCELO disse...

Lembro-me de uma reportagem muito interessante na revista exame no qual sobre um jovem empreendedor que estava por abrir uma cervejaria. Mas não era uma cervejaria comum, igual as outras, com intalações e fabricas próprias. Mas, Como assim? como pode existir uma cervejaria sem fabricas próprias? Na reportagem mostra a idéia desse jovem empresário, no qual ele iria aproveitar a capacidade ociosa de varias cervejarias espalhadas pelo brasil para que essas cervejarias produzissem a cerveja que ele estava lançando. Achei este exemplo muito interessante pois não tem custos fixos elevados, e mostra que as oportunidades existem, basta procura-las.

Jefferson disse...

Pesquisando na internet, verifiquei que setor automobilístico passou por uma crise em 2004 devido a gargalos produtivos.
Apresentando crescimento de produção de 20% em relação a 2003, o crescimento da indústria automobilística acarretou problemas produtivos para sua cadeia de fornecedores. E apesar desses investirem aproximadamente 600 milhões de dolares, não conseguiram dar conta da demanda.
Assim sendo, o que se verificou foi pátios das montadoras abarrotadas de veículos zero quilômetro incompletos por falta de peças, tendo os principais gargalos produtivos localizados nas áreas de fundição, borracha e forjaria.
Isso levou tambem alguns desses fornecedores a pararem a venda ao varejo, dedicando sua produção exclusivamente as montadoras.

Jefferson Weber

Roney disse...

Podemos citar como exemplo a cidade mineira de Nova Serrana, a 115 quilômetros de Belo Horizonte, que ganhou fama como pólo fabricante de tênis falsificados e luta para mudar essa imagem. Para vencer o desafio, o Arranjo Produtivo Local (APL) de Calçados Esportivos da região passou a investir em capacitação, design e na diversificação dos produtos. Em 2002, criaram um comitê gestor formado por entidades como Fiemg, Senai/MG, Sesi/MG e Sebrae/MG, e empresários da região, para conhecer e trabalhar as deficiências do APL e, no mesmo ano, foi realizado diagnóstico para identificar os gargalos produtivos das empresas locais. A Falta de mão-de-obra qualificada e a escassez de fornecedores foram identificadas como gargalos produtivos. Para implementar ações que pudessem acabar com os gargalos, foram criados quatro grupos de trabalho: mercado e imagem, para trabalhar a parte de método/técnica de mercado e vendas; capacitação de recursos humanos; tecnologia e processos; e econômico-financeiro, responsável pela captação de recursos. Até 2005 o foco foi a melhoria dos processos produtivos e a capacitação de pessoal. A partir de 2006, voltaram-se para a comercialização no mercado interno. Realizaram parceria entre Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Sebrae/MG, Sindinova e 15 empresas (terminaram ficando 9) , criaram um projeto de adesão voluntária à uma marca conjunta, associada à coleção de um estilista, o que ajudou a melhorar o retorno da imagem e ainda a realização de feiras regionais (a Nova Serrana Feira e Moda).

Roney disse...

RONEY RAVALIA DE CASTRO

Patrícia disse...

O Banco Santander Banespa investiu cerca de 70 mil reais, no final do ano passado, em busca de atacar gargalo em performance.
Esse investimento possibilitou que o banco concluísse o processo de integração tecnológica dos sistemas legados, eliminando, assim, o gargalo de lentidão da ferramenta de relacionamento com seus correntistas. Isso possibilitou uma melhora entre 200% e 400% na sua performance, além de uma migração mais tranquila em dias "D".

Patrícia V. de Abreu

Gabriela disse...

A Scania Latin America estuda transferir para a fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC paulista a montagem da caixa de câmbio, que atualmente é feito em Tucumã, na Argentina. A medida visa diminuir o tempo de entrega do componente para a produção dos caminhões e ônibus da montadora.
A montagem de diferencial, que também era realizada na Argentina, já é feita, desde janeiro, na fábrica do ABC. Entretanto, todos os componentes são importados de Tucumã, já que a Argentina tem excelência em usinagem. A decisão de se transferir a montagem do diferencial para o Brasil é parte da estratégia da Scania de reduzir os gargalos para se alcançar a produção de 100 mil unidades nas quatro fábricas do mundo já em 2009.
Para isso, a montadora investe € 214 milhões na operação global. Ao completar 50 anos de operação no Brasil, o diretor de produção de caminhões e ônibus da Scania, Sidney Claudinei Basso, disse que os aportes serão feitos para reduzir os gargalos na produção. "A montagem não é o problema, a questão é realmente na parte de usinagem de motor e eixo. No Brasil, os recursos serão aplicados no aumento de tecnologia nas linhas de fabricação", disse o executivo a este jornal.
A capacidade da fábrica na Argentina chegará ao pico de produção este ano, com cerca de 20 mil componentes, em função do aumento da demanda por caminhões 6X4 que utilizam dois diferenciais. Conforme dados da montadora, em 1997, em Tucumã foram produzidos 3,3 mil unidades, no ano passado atingiu 18 mil diferenciais e para 2007 a previsão é uma produção de 20 mil unidades. Este tipo de caminhões é utilizado para o transporte de cargas agrícolas, atividade que deu grande salto nos últimos anos.
A Scania informou que para a transferência da montagem do diferencial para São Bernardo do Campo não será necessário a contratação de pessoal nem mesmo um investimento em maquinário. Toda a produção, segundo a montadora, foi remanejada e os aportes realizados estão dentro dos recursos previstos para o ano, cerca de US$ 30 milhões. Já na Argentina, que sofre com a crise energética, a montadora realizou um acerto nos salários dos empregados para manter todo o quadro funcional na unidade.

nuta disse...

Busquei na internet alguma reportagem sobre gargalos produtivos e encontrei uma revista cuja matéria principal era esta.
A reportagem fala da economia brasileira que esta acostumada com pífias taxas de crescimento no passado e que atualmente enfrenta ameaças de escassez em vários setores da
economia, principalmente na área de infra-estrutura: estradas, ferrovias e portos. Para tal problema, a solução seriam as PPP’s (parcerias público privadas).
O ministro do Planejamento, Guido Mantega, diz que deve haver empenho nisso e que além dos gargalos da infra-estrutura, a própria indústria tem limites. E por mais que exista demanda, não é possível aumentar a produção se não houver insumos disponíveis.

Como exemplo, a reportagem aborda o caso Volkswagen que usou aviões para importar discos de freio, numa operação que resume a um só tempo os gargalos do setor privado e do setor público. Na falta de estoque dos fornecedores, foi preciso recorrer à oferta externa. E em meio à dificuldade de passar pelos portos atravancados foi necessário chegar ao Brasil pelo ar.

“As indústrias estão trabalhando muito próximas da capacidade plena, o que é preocupante”, alertou o professor de economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Wilson Suzigan.

A reportagem fornecia dados muito interessantes da CNI (Confederação Nacional da Indústria), sendo eles:
1 - As indústrias brasileiras estão usando, em média, 83% da capacidade total de produção.
2 - Dos 26 setores industriais acompanhados pelo IBGE, oito estão no nível máximo de produção dos últimos cinco anos e outros oito estão com folga igual ou inferior a 5%.
3 - Os setores que estão em situação menos preocupante são os que dependem basicamente da demanda interna: bebidas, vestuário, calçados, produção editorial e fármacos. Além de contar com razoável folga de produção, esses setores não têm exportações significativas.
4 - Siderurgia e celulose trabalham normalmente muito perto da capacidade total, porque o custo de novos equipamentos e de novas instalações nesses setores é muito alto e, assim, a ociosidade tornaria o negócio inviável.

RAFAELA disse...

Empresa Parati de Santa Maria, fabricante dos sucos Trink entre outros produtos.A Empresa a bastante tempo buscou alternativas para suprir sua demanda, hoje possui em seu processo produtivo uma capacidade de produção superior a demanda, ocorrendo grande ociosidade em seu processo.A Empresa já possui estratégias para a redução desta ociosidade com o objetivo de uma maior rentabilidade para a Empresa.

Clóvis disse...

Buscando talvez um exemplo de análise macroeconômica do sistema produtivo de um sitema, é válido lembrar que o país de modo geral pode ser avaliado como um sistema produtivo e, por isso, é passível de gargalos.

Recentemente, a Confederação Nacional da Industria (CNI) fez uma avaliação sobre a capacidade e os objetivos de crescimento do país, colocando em paralelo o seu potencial de geração de energia. Como sabemos, nos últimos anos esse assunto tem sido recorrente, pois o Brasil tem sido atrativo em termos de investimentos e expansão da cadeia produtiva. No entanto, desejos "ambiciosos" de crescimento de mais de 4% ao ano para nosso país são insustentáveis, uma vez que os investimentos feitos na ampliação da oferta de energia não condizem com o aumento da produção do país como um todo.

Dessa forma, nasce aí um gargalo de proporções macroeconômicas que tem poder de atrasar, e muito, a evolução produtiva do país. E pode ser ainda pior, uma vez que esse gargalo pode, também, afastar definitivamente investimentos externos.

Para se ter uma idéia do problema nos últimos vinte anos, a taxa média de crescimento da capacidade de geração de energia elétrica foi permanentemente inferior à
taxa de crescimento do consumo. Vinte anos significa o período de uma geração inteira, ou seja, seus efeitos terão ação sobre um prazo longo. A solução: cada unidade produtiva deve analisar a energia como fator de ameaça e considerar isso em seus planejamentos. Além disso, o responsável por investimentos nessa área - o governo - deve considerar, investimentos emergenciais, o que de fato, não tem acontecido.

mauricio disse...

Um case, que posso citar neste comentario, é o da SULTRAT Madeira Tratada.Achei melhor utilizar um exemplo bem próximo, mais "palpavel", pois acompanhei todo o processo que será exemplificado.
A empresa pelo fato de ser novata no mercado, ainda possui algumas falhas em seu processo produtivo, no que diz respeito à presença de gargalos.
Como o produto da empresa é madeira tratada, algumas dificuldades surgem no processo produtivo, pois madeira precisa de um tempo mínimo de secagem, sendo que se nao a fizer corretamente,no tempo ideal, provavelmente ira gerar problemas futuros.Para isto em alguns momentos era obrigatorio parar o processo produtivo, para que a madeira pudesse secar de forma correta. Esta espera em alguns momentos fez com que algumas entregas fossem prorrogadas, gerando insaitifação por parte dos lezados. Sendo assim, foi implantado um sistema de formação de estoque de madeira seca(ainda sem tratamento) evitando que possa surgir alguma demanda em grande escala, que a empresa não consiga atende-la de forma agil. Sendo assim terminaram-se os gargalos, as perdas de matérias primas diminuiram de forma notória e os clientes mostram-se satisfeitos com relação ao tempo de entrega do produto.

Ricardo_Pohlmann disse...

Então,
cito como exemplo a empresa Petrobras, que sofre também com gargalos em sua produção.A empresa importa diariamente 300 mil barris e com a descoberta na Bacia de Santos o cenário mostra-se favorável no sentido de tentar amenizar a crise energética que o Brasil sofre. O país atualmente está em 17º lugar em reservas no ranking de países com maiores reservas de petróleo. Com a nova descoberta pode subir para um lugar entre 8º ou 9º".
Devido a isso, a empresa terá que rever seus planos de investimento, ou seja, a questão é muito delicada visto a complexidade de se extrair petróleo no campo descoberto, que está em áres ultra-profundas. O gargalo aqui serão os custos para tal investimento e, principalmente, a questão tecnológica, fator do processo produtivo de extrema relevância para a industria petroquímica,e merece atenção visto as caracteristicas da area a ser explorada.

Ricardo_Pohlmann disse...

Então,
cito como exemplo a empresa Petrobras, que sofre também com gargalos em sua produção.A empresa importa diariamente 300 mil barris e com a descoberta na Bacia de Santos o cenário mostra-se favorável no sentido de tentar amenizar a crise energética que o Brasil sofre. O país atualmente está em 17º lugar em reservas no ranking de países com maiores reservas de petróleo. Com a nova descoberta pode subir para um lugar entre 8º ou 9º".
Devido a isso, a empresa terá que rever seus planos de investimento, ou seja, a questão é muito delicada visto a complexidade de se extrair petróleo no campo descoberto, que está em áres ultra-profundas. O gargalo aqui serão os custos para tal investimento e, principalmente, a questão tecnológica, fator do processo produtivo de extrema relevância para a industria petroquímica,e merece atenção visto as caracteristicas da area a ser explorada.

Tilico disse...

Um exemplo de gargalos na produção é a Vale do Rio Doce, que tem como principal meta de produzir mais 30 milhões de toneladas de minério de ferro em dois anos.Além do gargalo portuário, empresa enfrenta outro desafio, que é aumentar a produção de energia para suprir suas necessidades segundo PEDRO SOARES DA SUCURSAL DO RIO.Apesar dos gargalos em energia e logística, a Vale do Rio Doce se prepara para aumentar nos dois próximos anos sua produção de minério de ferro, principal produto da companhia, em 30 milhões de toneladas anuais e chegar a 2008 com capacidade de extração de 330 milhões de toneladas. Neste ano, produzirá 300 milhões, 12% a mais do que em 2006 (264 milhões de toneladas). Segundo o presidente da empresa, Roger Agnelli, demanda não falta pelo minério. Ele acredita que o mercado vá se manter aquecido para o produto, o que justifica os novos investimentos, como o da mina de Serra Sul, na região de Carajás (Pará). Lá está a maior reserva de minério da companhia: 12 bilhões de toneladas. Segundo o diretor-executivo de finanças da Vale, Fábio Barbosa, a economia mundial tem previsão de crescimento de mais de 5% em 2008 e 2009. "A demanda na China e na Índia continuará crescendo", avalia. Diante de tal cenário, a Vale estima produzir, em 2011, 400 milhões de toneladas de minério de ferro e 500 mil toneladas de níquel - produto mais importante da Inco, empresa canadense adquirida em 2006. "Claramente a empresa mudou de tamanho. Ela dobrou em razão da aquisição que fizemos. Foi uma aquisição bem-sucedida. Temos agora características de uma mineradora diversificada", disse Agnelli, ao comentar a alta do níquel. O lucro da Vale saltou de R$ 6,090 bilhões no primeiro semestre de 2006 para R$ 10,937 bilhões em igual período de 2007 -alta de 79,6%. Neste ano, porém, a produção de minério foi afetada por causa das intensas chuvas nas regiões produtoras de Minas Gerais e do Pará. Ainda assim, a extração cresceu 9,7% no período. Agnelli espera aumento no preço do minério de ferro em 2008. "A tendência é a de aumento. Só não sei de quanto. Vamos sentar à mesa [com as siderúrgicas] e negociar." Gargalos Apesar do cenário positivo, o executivo citou dois "desafios" da indústria de mineração a serem superados: a logística e a geração de energia. Os problemas, diz, não ocorrem só no Brasil, mas em todo o mundo. Na Austrália, por exemplo, a empresa encontra dificuldades para aumentar a produção de carvão por falta de capacidade portuária, segundo Agnelli. No Brasil, a empresa não tem energia própria suficiente para suportar suas atividades na região Norte, onde está Carajás. A alternativa são as térmicas a carvão, como a de Barcarena, cuja licença já foi solicitada. Para realizar novos projetos, especialmente na área eletrointensiva de alumínio, a Vale avalia a possibilidade de instalar usinas no Oriente Médio, na África e na América do Sul. "Todos os países têm enfrentado um desafio muito grande: achar e desenvolver alternativas de energia. Nos outros países, a capacidade com potencial hídrico está praticamente esgotada. Esses países têm crescido muito com as energias a carvão e nuclear", disse Agnelli.

Tilico disse...

Luiz Carlos Fernandes Granes Filho

Fernando disse...

um exemplo de gargalo produtivo esta na industria automobilistica brasileira, no momento o gargalo produtivo se da pela falta de maquinas para produzir mais carros e atender a demanda atual , isso se deve ao fato de no Brasil termos um mercado automobilistico em que a demanda varia muito. Há 3 ou 4 anos atrás o gargalo produtivo se dava ao fato de as industrias estarem com muitas maquinas ociosas pois a demanda era bem mais baixa que a atual.

Luciano Ferreira disse...

Um exemplo real acontece no Brasil Mão-de-Obra, um exemplo de gargalo.
O crescimento no Brasil está travado. Faltam estradas, portos e investimentos em energia. Mas a falta de mão-de-obra qualificada talvez seja o maior dos entraves. Como crescer sem preparo? É preciso investir em treinamento e pensar a longo prazo.


Especialistas dizem que esse é um gargalo que vai demorar para ser resolvido, porque exige investimento em boa educação a longo prazo. E essa é uma grave ameaça ao desenvolvimento do país, porque toda vez que a economia cresce mais de 4% começa a faltar mão-de-obra em vários setores.

Quando o metalúrgico aposentado Azarias Máximo da Silva conseguiu o primeiro emprego em uma montadora, ele não tinha o primário completo.

“Não dependia do estudo. As firmas tinham mais facilidade para pegar o pessoal”, lembrou o metalúrgico aposentado Azarias Máximo da Silva.

Já Marcelo Donizete da Silva, filho de Seu Azarias, que hoje trabalha na mesma montadora, ouviu uma conversa bem diferente.

“No meu caso, eles exigiram inglês, o Ensino Médio completo e mais o curso técnico. Está muito mais competitivo hoje em dia”, comentou o metalúrgico Marcelo Donizete da Silva.

Automação e comandos computadorizados – as habilidades exigidas para trabalhar em uma fábrica mudaram muito. Para se manter em uma vaga, não pode se intimidar com máquinas robotizadas.

Em um setor da fábrica, nasce o motor do veículo. Um computador recebe um numero de série, que é transmitido para uma outra máquina. Ela vai gravar o código na peça. Para essa operação, não é exigida nenhuma força física – apenas capacidade intelectual. Raciocínio e domínio da informática são ferramentas de trabalho cada vez mais disputadas, diz o professor e sociólogo José Pastore.

“Toda vez que o Brasil cresce 4% ou mais falta mão-de-obra. O Brasil tem um gargalo sério na qualificação da mão-de-obra”, afirmou José Pastore.

Este problema é confirmado por uma pesquisa feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Das 9,1 milhões de pessoas que buscaram emprego este ano, somente 1,7 mil tinham qualificação para conquistar uma vaga.

A situação é mais grave nas regiões Norte (faltam 29.981) , Sul (faltam 26.335) e Centro-Oeste (faltam 13.447). Já no Nordeste (sobram 135.026) e no Sudeste (sobram 17.868) há mais trabalhador qualificado do que a oferta de emprego, mas não para todas as áreas.


“Se a gente começar a setorizar, mesmo em engenharia ou mesmo em profissionais na área de informática, a gente já vê carência mesmo no Sudeste. Só para ter uma idéia, nós temos seis engenheiros por mil pessoas economicamente ativas no Brasil. Nos Estados Unidos e no Japão, existem 25 engenheiros para 1.000 pessoas economicamente ativas no país. Essa nossa defasagem é grande”, aponta o professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Sérgio Amad.

Para compensar esta escassez, uma fábrica de motores de automóveis decidiu investir ela mesma nos empregados. Fechou no início do ano um convenio com uma faculdade e vai financiar o mestrado e doutorado dos funcionários.

“Hoje tem engenheiros brasileiros projetando motores no Brasil, que vão ser utilizados nos Estados Unidos e em outras regiões do mundo. Para isso, precisa-se de muita qualificação”, diz o presidente da empresa Waldey Sanches.

O metalúrgico Wesley Fernandes é a tradução deste novo perfil de trabalhador: fala inglês, tem mais de um curso técnico e termina este ano a faculdade.

“Sempre tem que aprimorar meus estudos e sempre indo para frente. Ficar parado só nisso não pode. Tudo acho que mudou muito e vai mudar mais para frente. A juventude está vindo aí, pedalando”, comentou Wesley Fernandes.

Uma outra área que tem dificuldade para contratar mão-de-obra qualificada é a da tecnologia da informação, que tem crescido muito. Por outro lado, em um setor altamente avançado, o de engenharia aeronáutica, o Brasil está criando uma tradição de formar profissionais qualificados.

Luciano Ferreira disse...

Um exemplo real acontece no Brasil Mão-de-Obra, um exemplo de gargalo.
O crescimento no Brasil está travado. Faltam estradas, portos e investimentos em energia. Mas a falta de mão-de-obra qualificada talvez seja o maior dos entraves. Como crescer sem preparo? É preciso investir em treinamento e pensar a longo prazo.


Especialistas dizem que esse é um gargalo que vai demorar para ser resolvido, porque exige investimento em boa educação a longo prazo. E essa é uma grave ameaça ao desenvolvimento do país, porque toda vez que a economia cresce mais de 4% começa a faltar mão-de-obra em vários setores.

Quando o metalúrgico aposentado Azarias Máximo da Silva conseguiu o primeiro emprego em uma montadora, ele não tinha o primário completo.

“Não dependia do estudo. As firmas tinham mais facilidade para pegar o pessoal”, lembrou o metalúrgico aposentado Azarias Máximo da Silva.

Já Marcelo Donizete da Silva, filho de Seu Azarias, que hoje trabalha na mesma montadora, ouviu uma conversa bem diferente.

“No meu caso, eles exigiram inglês, o Ensino Médio completo e mais o curso técnico. Está muito mais competitivo hoje em dia”, comentou o metalúrgico Marcelo Donizete da Silva.

Automação e comandos computadorizados – as habilidades exigidas para trabalhar em uma fábrica mudaram muito. Para se manter em uma vaga, não pode se intimidar com máquinas robotizadas.

Em um setor da fábrica, nasce o motor do veículo. Um computador recebe um numero de série, que é transmitido para uma outra máquina. Ela vai gravar o código na peça. Para essa operação, não é exigida nenhuma força física – apenas capacidade intelectual. Raciocínio e domínio da informática são ferramentas de trabalho cada vez mais disputadas, diz o professor e sociólogo José Pastore.

“Toda vez que o Brasil cresce 4% ou mais falta mão-de-obra. O Brasil tem um gargalo sério na qualificação da mão-de-obra”, afirmou José Pastore.

Este problema é confirmado por uma pesquisa feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Das 9,1 milhões de pessoas que buscaram emprego este ano, somente 1,7 mil tinham qualificação para conquistar uma vaga.

A situação é mais grave nas regiões Norte (faltam 29.981) , Sul (faltam 26.335) e Centro-Oeste (faltam 13.447). Já no Nordeste (sobram 135.026) e no Sudeste (sobram 17.868) há mais trabalhador qualificado do que a oferta de emprego, mas não para todas as áreas.


“Se a gente começar a setorizar, mesmo em engenharia ou mesmo em profissionais na área de informática, a gente já vê carência mesmo no Sudeste. Só para ter uma idéia, nós temos seis engenheiros por mil pessoas economicamente ativas no Brasil. Nos Estados Unidos e no Japão, existem 25 engenheiros para 1.000 pessoas economicamente ativas no país. Essa nossa defasagem é grande”, aponta o professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Sérgio Amad.

Para compensar esta escassez, uma fábrica de motores de automóveis decidiu investir ela mesma nos empregados. Fechou no início do ano um convenio com uma faculdade e vai financiar o mestrado e doutorado dos funcionários.

“Hoje tem engenheiros brasileiros projetando motores no Brasil, que vão ser utilizados nos Estados Unidos e em outras regiões do mundo. Para isso, precisa-se de muita qualificação”, diz o presidente da empresa Waldey Sanches.

O metalúrgico Wesley Fernandes é a tradução deste novo perfil de trabalhador: fala inglês, tem mais de um curso técnico e termina este ano a faculdade.

“Sempre tem que aprimorar meus estudos e sempre indo para frente. Ficar parado só nisso não pode. Tudo acho que mudou muito e vai mudar mais para frente. A juventude está vindo aí, pedalando”, comentou Wesley Fernandes.

Uma outra área que tem dificuldade para contratar mão-de-obra qualificada é a da tecnologia da informação, que tem crescido muito. Por outro lado, em um setor altamente avançado, o de engenharia aeronáutica, o Brasil está criando uma tradição de formar profissionais qualificados.